José Carlos Gratz (Ibiraçu, 13 de maio de 1948) é um político brasileiro, que foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Carreira política Filiado ao PFL, foi eleito deputado estadual em 1990, 1994, 1998 e 2002, ocupando a presidência da casa entre 1997 e 2003.Seu período como deputado é conhecido como "Era Gratz". Apesar de eleito em 2002, teve o mandato cassado em novembro do mesmo ano, por abuso de poder político, tendo a cassação confirmada pelo TSE em junho de 2003. Afastou-se das eleições desde então, candidatando-se em 2010 a uma vaga no senado, candidatura essa que foi indeferida. Sua esposa, Rita, se candidatou a deputada estadual na mesma eleição, não se elegendo.

Controvérsias

Envolvimento com jogo do bicho Em entrevista ao jornal Valor Econômico em 2010, admitiu ter sido banqueiro do jogo do bicho até 1989. Também foi dono de cassino e bingo, porém a propriedade dos bingos seria legalizada e autorizada pela Caixa Econômica Federal.

Envolvimento com assassinatos Gratz é tido como envolvido no assassinato de dois desafetos: o bicheiro Johnathas Bulamarques, para quem trabalhava como contador. Segundo Gratz, o caso foi arquivado pela justiça. A CPI do narcotráfico em 1999 também recebeu a denúncia de que ele teria mandado matar João Luiz da Silva, que havia sido indiciado em uma operação contra uma quadrilha de roubo de carros na Bolívia, Mato Grosso e Espírito Santo em 1989. João devia 20 mil reais a Gratz e foi assassinado em julho de 1999. Gratz nega envolvimento no caso.

Compra de votos na eleição para a presidência da ALES Quando se elegeu presidente da Assembleia em 2000, Gratz foi acusado de pagar 26 deputados para votar nele para a presidência do legislativo. Foi preso em 28 de fevereiro de 2003, após o Ministério Público emitir pedido de prisão após levantamento feito pela Receita Federal que identificou 26 cheques, de R$ 30 mil cada um, emitidos pelo empresário Carlos Guilherme Lima seis dias depois da votação.

Desvios de verbas na Assembleia durante seu mandato Durante seu período como deputado liderou um esquema de desvios de verbas da Assembleia, simulando pagamentos a entidades diversas, como associações de moradores, federações, e até mesmo prefeituras e igrejas. Porém os cheques eram entregues a outras pessoas. O esquema desviou 26,7 milhões de reais da Assembleia. Gratz foi condenado em 2011 a 25 anos de prisão por envolvimento no caso.

Notas

Referências