Aline Calixto de Oliveira (Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1980) é uma cantora e compositora brasileira. Em 2007, foi vencedora do concurso Novos Bambas do Velho Samba.
Biografia Aline Calixto nasceu em 29 de dezembro de 1980 na capital homônima do Rio de Janeiro. Aos seis anos, mudou-se com sua mãe para Belo Horizonte. Calixto é graduada em geografia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Em 2007, sagrou-se vencedora do concurso Novos Bambas do Velho Samba, realizado anualmente pela casa Carioca da Gema, no Rio de Janeiro.
Carreira Em 2009, a cantora lançou o álbum Aline Calixto pela gravadora Warner Music, trabalho produzido por Leandro Sapucahy. O disco contou com 13 faixas, incluindo três de autoria de Calixto. A obra foi premiada como o “Disco do Ano” pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), além de contar com a participação dos músicos Carlinhos Sete Cordas, Thiago Delegado, Mauro Diniz, Marcio Hulk, Marcos Arcanjo, Nenê Brown, Ovídio Brito, Ricardo Acácio, Leandro Sapucahy, Laise Sapucahy, Camilo Mariano, Boris, Dirceu Leite e Bira Trombone. Em 2011, Calixto lançou o álbum Flor Morena produzido por Arthur Maia. O show de lançamento do CD foi realizado no Clube dos Democráticos, no Rio de Janeiro, e contou com a participação do grupo Casuarina. Em 2012, apresentou na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, o show “Aline Calixto canta Clara Nunes”, que contou com o repertório consagrado pela cantora homenageada. Em 2015, ela lançou o disco Meu Ziriguidum produzido por Paulão Sete Cordas e Thiago Delegado. O álbum contou com a participação de Zeca Pagodinho na faixa “No pé miudinho” e Arlindo Cruz em “Toda Noite”. O show de lançamento do disco ocorreu no Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 2017, a cantora lançou o álbum Serpente, contendo com 10 faixas inéditas e autorais. Em 2018, Calixto gravou o DVD 10 Anos de Aline Calixto – Ao Vivo em BH, com arranjos e direção musical de Thiago Delegado. O trabalho foi lançado em 2020 pelo selo Lab 344. Em 2021, a mineira lançou o álbum Pontinhos de Amor. Com 15 faixas e voltado para o público infantil, o álbum fala sobre os Orixás do Camdomblé e as Entidades da Umbanda.
Entre 2023 e 2025, Aline Calixto viajou por diversas cidades do Brasil e da América do Sul com sua turnê "Clara Viva". O repertório é todo em homenagem à cantora Clara Nunes, interpretando sambas que abordam a religiosidade Afro-Brasileira. No carnaval de 2026, Aline apresentou no Bloco da Calixto, um dos principais blocos de Belo Horizonte e em sua homenagem, o tema "Minas com Bahia". As canções tiveram ritmos como o samba-reggae, o pagodão baiano e o samba duro. Durante as apresentações, Aline revelou estar grávida.
Relação com o carnaval de Belo Horizonte Aline Calixto tornou-se uma das figuras associadas ao processo de revitalização do Carnaval de Belo Horizonte nas décadas de 2010 e 2020. Sua atuação em blocos de rua e eventos carnavalescos contribuiu para a valorização do samba dentro da cena cultural belo-horizontina contemporânea. Pesquisadores da cultura urbana destacam que o crescimento do carnaval de rua em Belo Horizonte esteve ligado à ampliação de manifestações musicais populares e à ocupação cultural do espaço público.
Samba, cultura afro-brasileira e identidade mineira A obra de Aline Calixto dialoga com tradições do samba afro-brasileiro e com manifestações culturais populares de Minas Gerais. Seu repertório frequentemente aborda temas ligados à ancestralidade, religiosidade afro-brasileira, resistência cultural e memória do samba. A presença de artistas sambistas em Minas Gerais tem sido interpretada por pesquisadores como parte da consolidação de uma cena musical afro-mineira contemporânea articulada ao crescimento do carnaval de rua e de movimentos culturais periféricos.
Mulheres no samba Aline Calixto integra uma geração de intérpretes que ampliaram a visibilidade feminina no samba brasileiro contemporâneo. Sua trajetória é frequentemente relacionada à continuidade da presença de mulheres sambistas iniciada por artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione e Dona Ivone Lara. Estudos sobre música popular brasileira apontam que intérpretes femininas do samba tiveram papel importante na valorização de repertórios ligados à memória afro-brasileira e à cultura popular urbana.
Recepção crítica Críticos musicais destacam a interpretação vocal de Aline Calixto e sua aproximação com formas tradicionais do samba. Sua produção artística foi associada ao fortalecimento da cena musical independente de Minas Gerais e ao crescimento nacional do samba produzido fora do eixo tradicional carioca.==Referências==
Ligações externas Site Aline Calixto Oficial no YouTube