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Ex-presidente Dilma Rousseff
Ex-presidente Dilma Rousseff · Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

CVM absolveu a ex-presidente e os conselheiros da Petrobras; ex-diretores foram condenados por irregularidades no caso

CVM absolve Dilma no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras
CVM absolve Dilma no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras · Imagem: Source: www.metropoles.com

Felipe Salgado

CVM absolve Dilma no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras
CVM absolve Dilma no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras · Imagem: Source: www.metropoles.com

27/10/2026 19:24, atualizado 27/10/2026 19:30

Fernando Frazão/Agência Brasil

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu, nesta terça-feira (27/10), por unanimidade, a ex-presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da Petrobras da acusação de descumprimento do dever de diligência na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Em 2006, Dilma ocupava o cargo de ministra da Casa Civil e presidia o conselho da estatal.

O advogado Walfrido Warde, que defende a ex-presidente no processo, afirmou que a decisão reconheceu a atuação dos conselheiros. “Foi feita justiça, o Conselho de Administração da Petrobras cumpriu todos os seus deveres e tomou uma decisão com base nas informações que lhe foram dadas”, declarou.

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A CVM também responsabilizou ex-diretores da Petrobras no caso. Nestor Cerveró, que comandava a área internacional da estatal na época, foi condenado, assim como outros dirigentes, por violação do dever de lealdade.

Compra de Pasadena gerou questionamentos

A Petrobras iniciou a compra da refinaria de Pasadena em 2006, quando Dilma presidia o Conselho de Administração da estatal. A operação passou a ser questionada por causa de possíveis prejuízos e de cláusulas contratuais que não apareceram no resumo executivo apresentado aos conselheiros antes da decisão.

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Segundo o entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), o conselho não teve responsabilidade direta pelo prejuízo porque tomou a decisão com base em informações incompletas, que omitiram cláusulas importantes do contrato.

Em 14 de abril de 2021, o tribunal absolveu Dilma e os demais integrantes do colegiado por unanimidade.