Na Mira

Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça
Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça · Imagem: Material cedido ao Metrópoles

O velório está previsto será nesta terça-feira (27/10) no Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro (RJ); Daniele Fichino morreu no domingo

Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça - destaque galeria
Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com

Isabella Wagner, Larice de Paula

Foto com Daniela Fichino
Foto com Daniela Fichino · Imagem: Source: www.metropoles.com

27/10/2026 13:46

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Imagem da matéria: Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça · Imagem: Source: www.metropoles.com

Material cedido ao Metrópoles

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A diretora-adjunta da Justiça Global, advogada, comunicadora popular e defensora dos direitos humanos, Daniela Fichino (foto em destaque), morreu aos 43 anos nesse domingo (25/10), e será velada nesta terça-feira (27/10). O velório está previsto para às 13h15, com cremação a partir das 15h15, no Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro (RJ). A causa da morte não foi divulgada.

Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça
Diretora-adjunta que atuou no caso Marielle Franco é velada nesta terça · Imagem: Source: www.metropoles.com

Veja fotos de Daniela:

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Foto publicada por Anielle Franco com Daniela Fichino

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Daniela Fichino

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Daniela integrava a equipe da Justiça Global desde 2014, onde coordenou a área de Justiça Internacional antes de assumir a direção-adjunta, em 2023. Ela também atuou como assistente de acusação no processo que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.

A morte de Daniela gerou manifestações de pesar de instituições e organizações políticas, entre elas o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o PSol do Rio de Janeiro.

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Em nota, o MDHC destacou que o legado da advogada vai além dos casos e das conquistas institucionais dos quais participou, ressaltando sua contribuição às lutas coletivas, às comunidades acompanhadas por ela e à defesa de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

O ministério também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas da Justiça Global, movimentos sociais e companheiros de militância. Na homenagem, reafirmou o compromisso com a justiça, a reparação integral às vítimas e a garantia de não repetição das violações de direitos humanos.

O Psol do Rio de Janeiro também lamentou a morte da advogada. Conhecida como Dani Fi, ela trabalhou como assessora da vereadora Marielle Franco e do deputado distrital Tarcísio Motta. Segundo o partido, sua trajetória foi marcada pela defesa de pessoas ameaçadas por violações de direitos humanos, pela justiça socioambiental e climática e pelo enfrentamento à violência institucional.

Nas redes sociais, a deputada federal Anielle Franco lamentou a morte de Daniela Fichino e prestou homenagem à advogada, a quem se referiu como Dani Fi.

“Ontem, fui surpreendida pela dolorosa notícia da partida precoce e repentina de Daniela Fichino, nossa querida Dani Fi. Amiga de Marielle, foi assessora de seu mandato e companheira de vida, de sonhos e de tantas batalhas. Neste momento de dor, expresso meu mais profundo carinho e solidariedade aos familiares, às amigas e aos amigos e às companheiras e aos companheiros de luta”, escreveu.

Quem era Daniela Fichino?

Graduada em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Daniela tinha mestrado em direito e desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e cursava doutorado em teoria e filosofia do direito na UERJ.

Ao longo da carreira, construiu uma trajetória dedicada à promoção e à defesa dos direitos humanos, com atuação em casos de graves violações no Brasil e em iniciativas nacionais e internacionais voltadas à responsabilização dos envolvidos e à reparação das vítimas.

Sua atuação esteve ligada a importantes processos acompanhados pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos, incluindo o caso da explosão da fábrica de fogos de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, e as medidas provisórias relacionadas ao Complexo Penitenciário do Curado, em Pernambuco.

Daniela também participou da atuação jurídica em casos como o das Mães de Cabo Frio, relacionado às mortes de recém-nascidos na Clínica Pediátrica da Região dos Lagos (CLIPEL), no Rio de Janeiro; o das comunidades quilombolas de Alcântara, no Maranhão; e os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes.

Sua trajetória incluiu ainda atuação diante de graves violações de direitos humanos relacionadas à Operação Contenção, no Rio de Janeiro.