X2 foi aposentada após processos e relatos de traumas; casos têm paralelo com ocorrências na Montezum, do Hopi Hari

29 set 2026 - 22h18

(atualizado às 22h20)

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- Por: Redação Terra

Vista aérea da montanha-russa X2, no Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, Estados Unidos

Foto: Reprodução / KTLA

O Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, anunciou nesta terça-feira, 29, o fechamento definitivo da X2, uma de suas montanhas-russas mais conhecidas. A decisão ocorre após processos de visitantes que atribuem à atração lesões cerebrais e casos envolvendo mortes após o uso do brinquedo.

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Em comunicado, o presidente do parque, Brian Oerding, afirmou que a X2 passou de forma consistente pelos testes de segurança, mas que a empresa decidiu aposentá-la diante da perda de confiança de parte do público. A atração estava fechada desde 12 de julho.

A X2 é uma montanha-russa de aço cujos assentos giram independentemente do trilho. Ela chega a cerca de 122 km/h e é conhecida pelas mudanças bruscas de posição durante o percurso.

Duas mulheres relataram lesões cerebrais depois de utilizar a atração em julho. A imprensa norte-americana afirma que há mais de 100 pessoas que relacionam traumatismos ou outros danos cerebrais à atração.

A X2 também apareceu em processos envolvendo duas mortes. Hilda Farias, de 28 anos, morreu após sofrer uma hemorragia cerebral em 2010. Em 2022, Christopher Hawley, de 22 anos, perdeu a consciência após usar a montanha-russa e morreu no dia seguinte. A família de Hawley processou o parque, e o caso terminou em acordo neste ano.

Júlia Bossoni teve traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari

Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão
Semelhanças com caso do Hopi Hari
Os relatos registrados nos Estados Unidos têm pontos em comum com casos envolvendo a Montezum, montanha-russa do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.
Em abril, Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu um traumatismo cranioencefálico após andar na atração. Conforme mostrou o Terra, ela não relatou uma pancada direta na cabeça. Exames identificaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, e a jovem precisou passar por cirurgia de emergência.
Especialistas ouvidos pelo Terra explicaram que lesões desse tipo podem ocorrer por aceleração e desaceleração bruscas, capazes de provocar o deslocamento do cérebro dentro do crânio e a ruptura de vasos mesmo sem uma colisão direta.
O mecanismo é semelhante ao citado em relatos médicos dos casos americanos, mas isso não significa que X2 e Montezum tenham o mesmo problema. As atrações têm projetos diferentes e não há conclusão técnica que estabeleça relação entre elas.
A Montezum também já esteve ligada a outros relatos de lesões. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta sofreu uma lesão cervical após andar na atração. Outro visitante ficou tetraplégico após utilizar a montanha-russa em 2014 e morreu em 2023.
O Hopi Hari afirma que a Montezum segue normas técnicas, passa por manutenção preventiva e possui certificação internacional. Diferentemente da X2, a atração continua em funcionamento.
Fonte: Portal Terra
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