O que são book charms? Conheça tendência de livros em formato de chaveiro

Formato teve início na Semana de Moda de Nova York e ganha espaço em editoras que participam da Bienal do Livro de São Paulo 2026. Crédito: Julia Queiroz

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

A Academia Goncourt, que concede o prêmio literário mais renomado da França, anunciou nesta sexta-feira, 25, a retirada do romance do autor canadense Thélyson Orélien da lista de candidatos devido a acusações de plágio e uso de inteligência artificial.

PUBLICIDADE

Essa decisão “é ditada pelo desejo de preservar a integridade do Prêmio Goncourt e da Academia, cuja função central é promover e celebrar a literatura escrita por mulheres e homens”, declararam os organizadores em um comunicado à AFP.

Orélien, que também possui nacionalidade haitiana, está no centro da controvérsia desde o início da semana, quando uma conta anônima no X o acusou de ter escrito seu livro C’était ça ou mourir (Era isso ou morrer, em tradução livre), um fenômeno literário na França, “quase inteiramente” usando inteligência artificial.

Publicidade

Para justificar sua decisão, a Academia Goncourt afirmou que se baseou nos “resultados convergentes de diversas análises realizadas por pesquisadores e jornalistas confiáveis, que demonstram que ‘C’était ça ou mourir’ é, muito provavelmente, em grande parte produto de inteligência artificial”.

Obra em questão é 'C’était ça ou mourir' ('Era isso ou morrer', em tradução livre). Foto: motizova/Adobe Stock
Dois dias depois, acusações de plágio de textos publicados há mais de uma década no Canadá se seguiram às acusações de uso de IA.
No Canadá, onde Orélien chegou em 2010, a editora Boréal anunciou a suspensão de suas “atividades promocionais”.
Publicidade
O autor, de 38 anos, está atualmente na França, onde tinha agendado a promoção de seu livro, um verdadeiro fenômeno literário e um dos favoritos na temporada de premiações.
O escritor declarou à AFP que está “pronto para se pronunciar quando as coisas se acalmarem”. “Porque agora, de qualquer forma, existe esse desejo não só de atacar o livro, mas sobretudo a minha voz [...], de me silenciar.”
Por trás da conta anônima que lançou as acusações no início desta semana está o ensaísta francês Samuel Fitoussi, como ele mesmo admitiu nesta sexta-feira no X, especificando que se tratava de um “projeto coletivo”.
Publicidade
Leia também
- Festival Livro é Companhia terá encontro extra com Emmanuel Carrère
- 20 livros de cartas e correspondências para conhecer o lado íntimo de grandes escritores
- Italo Calvino em 10 frases sobre livros, linguagem e o poder da literatura
“Temo que, após vários milênios de uma civilização baseada na escrita, a IA cause o desaparecimento da leitura e da escrita”, disse esse colaborador do jornal conservador Figaro, justificando sua iniciativa.
Essa controvérsia abalou o mundo literário francês e levanta questões em todo o mundo sobre como essa nova tecnologia afetará a indústria editorial.
Vale ler também
Luciana Garbin
Propostas contra o feminicídio na propaganda eleitoral: muito blablablá, pouca efetividade
Alice Ferraz
Ele transforma resíduos plásticos em arte e agora vai ensinar educação ambiental para estudantes
Carol Prado
Taylor Swift não resiste e lança mais músicas que não precisavam existir


