Claudia Meireles

A dermatologista Regina Buffman explica os três diferentes tipos de melasma e qual o tratamento adequado para cada um

Beatriz Bonfim, Claudia Meireles

01/10/2026 02:00

Simarik/ Getty Images

O melasma é uma condição crônica de pele que causa manchas escuras ou acastanhadas, principalmente no rosto. O problema afeta cerca de 35% das mulheres brasileiras em idade fértil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com prevalência menor em homens. De acordo com a dermatologista Regina Buffman, a pigmentação irregular varia de acordo com a profundidade do pigmento na pele — e é justamente essa diferença que define o tipo e o tratamento mais adequado.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a médica detalhou os três tipos de melasma: epidérmico, dérmico e misto.
“Quando se trata do melasma epidérmico, a melanina está mais concentrada nas camadas superficiais da pele e, em geral, as manchas apresentam uma coloração mais acastanhada. Já no dérmico, o pigmento está localizado em camadas mais profundas e as manchas podem ter uma tonalidade mais acinzentada ou azulada”, esclarece Regina Buffman.
Quando a condição é mista, a mancha apresenta características dos dois tipos. “Essa classificação pode ajudar na avaliação dermatológica, embora, na prática, a resposta ao tratamento varie bastante de pessoa para pessoa”, salienta.
Getty Images
O melasma surge de fatores hormonais ou solares
A profundidade do pigmento influencia diretamente a resposta ao tratamento — razão pela qual o cuidado exige um olhar individualizado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“De maneira geral, o melasma mais superficial tende a responder melhor às estratégias que atuam na epiderme, enquanto o pigmento localizado em camadas mais profundas pode ser mais resistente e exigir um tratamento prolongado e combinado”, comenta a dermatologista.
Como o melasma surge na pele?
A alta taxa de melasma em mulheres levanta uma questão: por que a condição afeta algumas pessoas e outras não? Para Regina, o problema está relacionado principalmente à predisposição genética.
“A exposição à radiação ultravioleta e à luz visível, alterações hormonais e processos inflamatórios também têm ação direta para o surgimento do problema”, esclarece.
Getty Images
Avaliação dermatológica é fundamental para definir a melhor abordagem e evitar tratamentos agressivos
Para suavizar o problema, Regina reforça a importância de uma boa avaliação dermatológica para definir a melhor abordagem e evitar tratamentos agressivos, que podem provocar irritação e piorar a pigmentação. No que diz respeito aos métodos naturais, mudanças na alimentação podem fazer a diferença.
“Uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, vitaminas e minerais, contribui para a saúde da pele. Incluir nutrientes como vitamina C, vitamina E, carotenoides e compostos antioxidantes, presentes em alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, vegetais verde-escuros, cenoura, tomate, castanhas e sementes, são igualmente poderosos”, comenta.
Isso não significa que o consumo desses alimentos, sozinho, vá eliminar as manchas. Segundo Regina, o benefício está, principalmente, dentro de um contexto de alimentação saudável e equilibrada.
Freepik
A alimentação contribui para uma pele saudável
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

