Claudia Meireles

Segundo o cardiologista Roberto Yano, alguns medicamentos não devem ser combinados por hipertensos por causar efeitos imprevisíveis e graves

Marina Ferreira, Claudia Meireles

21/09/2026 13:19

Magnific/Getty Images

Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), estima-se que em torno de 38,1 milhões de pessoas têm hipertensão arterial. Uma das formas de controlar a condição, também conhecida como pressão alta, é por meio da adoção de bons hábitos e do uso de medicamentos. Entretanto, há quem misture outras fórmulas medicamentosas, o que tende a provocar resultados adversos.

De acordo com o cardiologista Roberto Yano, de Indaiatuba (SP), algumas fórmulas não devem ser combinadas por hipertensos. “A mistura inadequada de medicamentos pode provocar efeitos imprevisíveis e potencialmente graves”, destaca o médico.

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A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, além do excesso de álcool e estresse
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Alguns medicamentos não devem ser combinados por hipertensos
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A mistura de fórmulas com anti-hipertensivos tendem a gerar efeitos adversos
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A pressão alta prejudica os vasos sanguíneos e contribuem para o rompimento ou danos nessas estruturas
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O especialista explica que alguns anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, tendem a reduzir o efeito dos anti-hipertensivos e favorecer a retenção de líquidos.
Ele adiciona à lista os descongestionantes como pseudoefedrina: “Podem elevar a pressão arterial.”
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Yano esclarece que determinados antidepressivos, corticoides e medicamentos para enxaqueca têm o potencial de interferir na pressão ou na frequência cardíaca.
Em hipertensos, a combinação de determinados medicamentos tende a elevar a pressão arterial
“Dependendo das substâncias envolvidas, pode ocorrer queda ou elevação excessiva da pressão arterial, alterações na frequência cardíaca, tontura, desmaios e distúrbios dos níveis de potássio e sódio”, salienta o cardiologista.
Segundo o médico, fazer combinações erradas pode aumentar a sobrecarga cardiovascular e dificultar o controle da hipertensão. Ele endossa que elevações persistentes da pressão aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e insuficiência cardíaca, já uma queda excessiva tende a comprometer a circulação e gerar tonturas ou desmaios.
O médico aponta que a mistura de alguns medicamentos também tende a comprometer a função renal ou aumentar o risco de sangramentos. “Além dos efeitos sobre o coração, interações medicamentosas podem afetar rins, fígado e sistema nervoso. Seguir as orientações profissionais ajuda a prevenir essas complicações”, finaliza Yano.
O cardiologista orienta os pacientes a seguirem as prescrições médicas a fim de evitar riscos à saúde
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