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Lula adota estratégia para aumentar rejeição a Flávio e diz que adversário fará 'tesouraço’ em programa sociais
Lula adota estratégia para aumentar rejeição a Flávio e diz que adversário fará 'tesouraço’ em programa sociais · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Em nova peça, campanha associa medidas defendidas pelo adversário a cortes ocorridos no governo Jair Bolsonaro e diz que o ‘pesadelo’ não pode voltar

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Lula e Flávio Bolsonaro após apuração dos votos — Foto: Nelson Almeida e Brenno Carvalho

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a explorar uma das estratégias traçadas por sua campanha para o segundo turno: aumentar a rejeição a Flávio Bolsonaro ao apresentar uma eventual vitória do adversário como risco a programas sociais. Nesta terça-feira, foi divulgada uma peça que associa o “tesouraço” prometido pelo candidato do PL a cortes registrados durante o governo de Jair Bolsonaro.

A ofensiva ocorre enquanto integrantes da campanha de Lula avaliam ser necessário elevar a rejeição de Flávio nesta nova etapa da disputa. O plano é reforçar comparações com a gestão de Jair Bolsonaro e explorar o receio de perdas de benefícios e políticas públicas em um eventual governo do filho do ex-presidente. No último Datafolha antes do primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados na rejeição, 45% dos eleitores diziam que não votariam de jeito nenhum em cada um dos dois candidatos.

No vídeo publicado, são citados cortes ou reduções de recursos em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres durante a administração Bolsonaro.

"Flávio Bolsonaro vive dizendo que vai fazer um tesouraço no Brasil. Mas, quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir", diz a peça.

O vídeo vai além da comparação entre propostas econômicas e usa diretamente o temor de uma volta do bolsonarismo ao Palácio do Planalto como argumento contra Flávio.

"Agora, Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou. Não deixe esse pesadelo voltar. Bolsonaros nunca mais."

A peça dá uma amostra de como a campanha pretende trabalhar a rejeição ao candidato do PL no segundo turno. Depois de uma primeira etapa em que Lula priorizou a defesa das realizações do governo, aliados passaram a defender uma campanha mais voltada ao confronto direto e à exposição das diferenças entre os dois candidatos. Petistas também avaliam explorar episódios do governo Bolsonaro e temas capazes de aumentar a resistência do eleitorado ao adversário.

A exploração do tema marca uma mudança de tom esperada para o segundo turno. Lula afirmou após a votação de domingo que a nova etapa seria uma “outra campanha”, agora com a possibilidade de um confronto direto entre apenas dois projetos. Seu entorno também reconheceu problemas de comunicação no primeiro turno e passou a defender mensagens mais contundentes contra Flávio.

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