Lessingianthus lapinhensis é uma espécie de planta com flor da família das asteráceas, endêmica do Brasil. Pertence ao gênero Lessingianthus, um grupo da tribo Vernonieae amplamente distribuído na América do Sul. A espécie ocorre em áreas de campos rupestres da Serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais.
Taxonomia Lessingianthus lapinhensis foi descrita por Massimiliano Dematteis e é atualmente reconhecida como um nome aceito do gênero Lessingianthus., sendo o epíteto específico lapinhensis derivado da região da Lapinha, na Serra do Cipó, Minas Gerais, área associada à sua ocorrência natural.
Descrição Lessingianthus lapinhensis é uma erva perene de pequeno porte, apresentando caules eretos de aproximadamente 8–18 cm de altura. As folhas são lineares e glabras, enquanto os capítulos florais possuem invólucro campanulado, características diagnósticas que a distinguem de espécies aparentadas. As flores são tubulosas, de coloração arroxeada, padrão comum em diversas espécies da tribo Vernonieae. Ervas perenes, com 8–18 cm de altura, dotadas de pequenos xilopódios. Caules em número de 2 ou 3, arredondados, glabros, com 1–1,5 mm de diâmetro, densamente folhosos até a inflorescência, cicatrizados na porção inferior, com entrenós de 0,5–0,8 mm de comprimento. Folhas alternas, densas, ascendentes, coriáceas, aciculiformes, medindo 8–16 mm de comprimento por 0,5–1 mm de largura; lâminas estreitamente lineares, inteiras, com margens revolutas, ápice agudo, base cuneada, glabras e uninérveas. Capítulos pedunculados, solitários no ápice do caule ou reunidos em corimbos frouxos com 2–5 capítulos; invólucro campanulado, nitidamente mais curto que o capítulo, medindo 8–9 mm de altura e 11–13 mm de diâmetro. Filários adpressos, castanho-amarelados, dispostos em 5–6 séries; os internos linear-lanceolados, agudos, glabros ou frouxamente lanosos em direção ao ápice, medindo 8–10 mm de comprimento por 1,5–1,7 mm de largura; os externos triangulares a oblongos, acuminados, completamente lanosos, medindo 3–5 mm de comprimento por 0,6–1 mm de largura. Flores em número de 20–25 por capítulo; corolas púrpuras, glabras, medindo 10–11 mm de comprimento e 2,5–3 mm de diâmetro; lobos linear-lanceolados, com 3,2–3,6 mm de comprimento. Anteras com 4,2–4,5 mm de comprimento, basalmente caudadas; apêndice apical ovado, medindo 0,4–0,5 mm de comprimento. Estiletes com 11–12 mm de comprimento; ramos lineares, pilosos, medindo 2,2–2,5 mm de comprimento. Cipselas densamente seríceo-pubescentes, com 2–2,5 mm de comprimento. Papilho bisseriado, com cerdas internas setáceas de 9–10 mm de comprimento e escamas externas lineares de 1,5–1,8 mm de comprimento.
Distribuição e habitat A espécie é endêmica do Brasil e conhecida para o estado de Minas Gerais, onde ocorre em ambientes de campos rupestres da Cadeia do Espinhaço. Esses ecossistemas são caracterizados por solos rasos, afloramentos rochosos e elevada diversidade de espécies endêmicas.
Conservação O estado de conservação de Lessingianthus lapinhensis ainda não foi avaliado em listas globais ou nacionais de espécies ameaçadas. A espécie ocorre em campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, ecossistemas reconhecidos por sua elevada riqueza e endemismo, mas que sofrem pressões decorrentes da mineração, incêndios, expansão urbana e mudanças no uso da terra.
Referências