A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu cinco pontos percentuais desde junho e chegou a 43% em setembro, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta quarta-feira (16/9). O índice reúne os entrevistados que classificam a administração como ruim ou péssima.Em junho, 38% tinham essa avaliação. Já a parcela que considera o governo ótimo ou bom passou de 32% para 33%, enquanto a avaliação regular caiu de 28% para 23%.O levantamento foi realizado presencialmente entre 9 e 13 de setembro, com 2 mil eleitores em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.Maioria desaprova maneira de Lula governarA pesquisa também perguntou aos entrevistados se aprovam a maneira como Lula administra o país.Veja o resultado: Ruim ou péssimo: 43%Ótimo ou bom: 33%Regular: 23%Não sabem ou não responderam: 1%Em junho, os índices eram:Ruim ou péssimo: 38%Ótimo ou bom: 32%Regular: 28%Não sabem ou não responderam: 2%A confiança no presidenteA desconfiança no presidente apresentou oscilação para cima. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados declararam não confiar no presidente Lula, e 56% na pesquisa de junho. Já a parcela que afirma confiar caiu de 41% para 40%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.Confira: Não confiam: 57%Confiam: 40%Não sabem ou não responderam: 3%Junho:Não confiam: 56%Confiam: 41%Não sabem ou não responderam: 3%Expectativa em relação ao governoA avaliação sobre o desempenho da administração pública também ficou mais rigorosa. Para 45% dos brasileiros, o governo está pior do que o esperado, e 42% no levantamento anterior. Outros 28% consideram a gestão dentro das expectativas e 24% avaliam como melhor do que imaginavam.Veja os números: Pior do que o esperado: 45% dos entrevistados.Dentro das expectativas: 28%.Melhor do que o esperado: 24%.Junho:Pior: 42%Igual: 32%Melhor: 23%Não sabem ou não responderam: 3%Percepção da economia nos últimos 6 mesesA visão dos brasileiros sobre o cenário econômico recente ficou mais negativa no período. De acordo com o levantamento, 45% dos entrevistados avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos seis meses, e 41% registrados em junho. Outra parte enxerga estabilidade que passou de 30% para 29%, enquanto a parcela que percebeu melhora caiu de 25% para 23%.Pior: 45%Igual: 29%Melhor: 23%Não sabem ou não responderam: 3%Junho:Pior:41%Igual: 30%;Melhor: 25%Não sabem ou não responderam: 4%Otimismo e expectativa econômica futura (próximos 6 meses)Apesar da percepção negativa anteriormente, o otimismo em relação aos próximos seis meses apresentou alta. A parcela da população que espera uma melhora na economia subiu de 36% para 42%. Por outro lado, a expectativa de piora caiu de 32% para 25%, enquanto 24% projetam estabilidade.Confira: Melhor: 42%Pior: 25%Igual: 24%Não sabem ou não responderam: 8%Junho:Melhor: 36%Pior:32%Igual: 25Não sabem ou não responderam: 7%Avaliação varia entre regiõesA pesquisa mostra diferenças importantes na avaliação do governo entre as regiões. O índice de avaliação ótima ou boa chega a 47% no Nordeste, enquanto a percepção negativa alcança 49% no Sul e 48% no Sudeste e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste.Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 46% avaliam positivamente a administração. Já entre aqueles com ensino superior, 52% classificam o governo como ruim ou péssimo.A pesquisa Ipsos-Ipec faz parte do levantamento Omnibus mensal do instituto.







