Autoridades de São Paulo deflagraram, nesta terça-feira (22/9), a Operação Paládio, contra um esquema de fraudes milionárias com falsos investimentos e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva. Além da capital paulista, a operação também cumpre mandados em Campinas, Paulínia e Hortolândia (SP); Monte Sião (MG); Cuiabá e Sinop (MT); e Teresina (PI).Segundo a investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o grupo montou uma estrutura empresarial para atrair investidores. As vítimas recebiam ofertas de aplicações apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio.A captação das vítimas era realizada por meio de agências de intermediação de investimentos. Uma delas funcionava em Campinas, em um edifício empresarial de alto padrão, com escritórios equipados com amplo aparato tecnológico e logístico. A estrutura contribuía para conferir aparência de solidez e credibilidade às operações oferecidas. Além disso, os investigados mantinham intensa exposição em redes sociais e programas de televisão, nos quais divulgavam o suposto sucesso de suas atividades. Leia também São PauloMulher é presa em flagrante após xingar homem de “macaco” em Ourinhos São PauloCaso Hopi Hari: família de jovem afirma que parque cortou ajuda após alta São Paulo“Golpe do Motel”: trio cobrava dinheiro para não mandar fotos a familiares São Paulo“Vovó tiktoker” é perseguida, esfaqueada e morta por “amiga” no meio da rua Os recursos, no entanto, não eram efetivamente aplicados nos supostos investimentos anunciados e acabavam apropriados pelos criminosos.Para sustentar a fraude, a organização utilizava diversas pessoas jurídicas com apresentações semelhantes às de instituições reconhecidas do mercado financeiro. Essas empresas administravam as contas bancárias que recebiam os valores entregues pelas vítimas. Os investigados também controlavam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras, nos quais os investidores visualizavam os valores supostamente aplicados e os rendimentos que acreditavam estar obtendo. Durante determinado período, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade das operações e dificultando a descoberta do esquema.As autoridades também identificaram que a estrutura empresarial fraudulenta tinha como objetivo secundário a suposta lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), obtido a partir de outras atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prossegue para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa, a destinação dos valores movimentados e a eventual participação de outros envolvidos. A operação desta terça-feira contou com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e da Corregedoria da Polícia Militar.








