Fábia Oliveira

Alinne Moraes não beija há meses; ficar sem se relacionar faz bem
Alinne Moraes não beija há meses; ficar sem se relacionar faz bem · Imagem: Reprodução/Instagram

Atriz comparou entregar um celular sem acompanhamento a deixar uma criança sozinha em uma grande avenida; pediatras e psiquiatra explicam

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Fábia Oliveira

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

14/09/2026 12:30

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Reprodução/Instagram

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Alinne Moraes fez um alerta sobre o acesso de crianças ao celular e à internet ao comparar a falta de supervisão digital a uma situação de risco no mundo real. Mãe de Pedro, de 12 anos, a atriz contou que o filho passou a ter o aparelho recentemente, mas com controle de tempo e acesso restrito a plataformas voltadas ao público infantil. O posicionamento chamou atenção e a coluna Fábia Oliveira ouviu especialistas sobre o assunto.

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Para a pediatra Renata Castro, estar fisicamente dentro de casa não significa necessariamente estar protegido no ambiente digital.

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância
Especialistas analisam alerta de Alinne Moraes sobre celular na infância · Imagem: Source: www.metropoles.com

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters

“Os pais normalmente querem saber onde o filho está, com quem está conversando e se aquele ambiente é seguro. Na internet, essa lógica não deveria desaparecer. A criança pode estar no quarto e ter contato com desconhecidos ou conteúdos inadequados para sua maturidade”, disse a médica.

4 imagens

1 de 4

Alinne Moraes, Mauro Lima e o filho, Pedro, posam juntos

Instagram/Reprodução

2 de 4

Após 14 anos, chega ao fim o casamento de Alinne Moraes e Mauro Lima

Instagram/Reprodução

3 de 4

Alinne Moraes e Mauro Lima estavam juntos há 14 anos

Instagram/Reprodução

4 de 4

Alinne Moraes não beija há meses; ficar sem se relacionar faz bem

Reprodução/Instagram

O pediatra Thiago Cast, também ouvido pela coluna, reforça que tempo de tela é apenas uma parte da avaliação. “Precisamos perguntar qual conteúdo a criança está consumindo, em que contexto o aparelho é usado e se existe interação com desconhecidos. Os limites precisam existir antes do problema aparecer, para que a orientação não seja percebida apenas como punição”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O impacto também pode chegar à saúde mental

Além dos riscos relacionados à exposição, privacidade e contato com conteúdos inadequados, a forma como redes sociais e aplicativos entram na rotina pode interferir no comportamento e no bem-estar emocional.

Para a psiquiatra Jessica Martani, o problema não está simplesmente na existência da tecnologia, mas no modo como ela passa a ocupar espaços importantes da infância.

“Quando a criança começa a depender do celular para lidar com tédio, frustração ou ansiedade, precisamos observar com atenção. O cérebro infantil ainda está desenvolvendo recursos para controlar impulsos, tolerar espera e regular emoções. Se toda sensação desconfortável é imediatamente interrompida por um estímulo digital, algumas dessas habilidades podem deixar de ser exercitadas da maneira necessária”, explicou.

Segundo Jessica, sinais como irritabilidade intensa quando o aparelho é retirado, dificuldade para interromper o uso, alterações no sono, isolamento e perda de interesse por outras atividades merecem atenção.

“O objetivo não é demonizar a tecnologia, porque ela faz parte da vida dessas crianças. O que precisamos construir é uma relação em que o dispositivo não substitua sono, brincadeira, convivência, movimento e interação presencial. Supervisão também significa ensinar gradualmente aquela criança a reconhecer riscos e desenvolver autonomia”, afirmou a psiquiatra.

Renata destaca ainda que o celular não deve se transformar na principal estratégia para acalmar ou entreter. “A infância precisa de movimento, brincadeira, interação e momentos de tédio também. O objetivo não é criar uma infância sem tecnologia, mas impedir que ela ocupe todos os espaços”.