Advogados do ex-banqueiro mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa

13 set 2026 - 13h30

(atualizado às 13h49)

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- Por: Gabriel Máximo

Resumo

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, solicitou ao ministro do STF Edson Fachin a filtragem dos dados apreendidos em seu celular antes de torná-los públicos. A alegação visa proteger mensagens íntimas, dados de familiares e comunicações sob sigilo profissional, sem relevância para as investigações. O pedido ocorre após ministros solicitarem acesso total ao material e Fachin assumir o caso que envolve diálogos entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.

Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que filtre o material apreendido pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro antes de torná-lo público.

No documento, protocolado na noite de sábado, 12, os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa para o pedido.

"A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal", afirmam.

Entre os conteúdos que a defesa quer preservar estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos de Vorcaro, além de conversas e documentos protegidos pelo sigilo profissional, inclusive comunicações com seus advogados. A defesa argumenta que a publicidade processual não pode resultar na exposição de informações privadas sem interesse investigativo.
O pedido foi feito após Fachin assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira, 15. O presidente do STF também determinou que a PF informasse quem mantém a custódia do celular do banqueiro e qual o estado do material extraído do aparelho. Isso porque, na sexta-feira, 11, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso à cópia integral dos dados para embasar a análise do caso.
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