Um ataque com recurso a bomba ao longo da autoestrada Pan-Americana em Cauca, região sudoeste da Colômbia, matou, pelo menos, 20 pessoas e feriu outras 38. O ataque ocorreu, a 25 de abril de 2026, a um mês das eleições Presidenciais, provocando um incêndio num autocarrro, vários veículos carbonizados e deixando várias crateras na estrada. As autoridades acusaram o principal grupo dissidente da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não assinou o acordo de paz de 2016. O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, ofereceu uma recompensa de 5 mil milhões de pesos (1,2 milhões de euros) pelo suspeito Iván Jacob Idrobo Arredondo, também conhecido por "Marlon".
Antecedentes Em 2025, ataques contra forças de segurança na região resultaram em vítimas civis e posicionaram-se como a pior onda de violência que o país assistiu na última década. No dia anterior, um ataque a uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, assinalou o início de uma série de ataques atingindo vários batalhões do Exército Nacional no Valle del Cauca e em zonas rurais de Cauca, um bastião dos dissidentes das FARC sob o controlo de Iván Mordisco. Estes ataques foram consequência da crise de segurança provocada pela mineração ilegal, pelas disputas territoriais e pelo tráfico de droga entre grupos insurgentes e gangues locais.
Consequências e reações O governador de Cauca, Jorge Octavio Guzmán, lamentou o incidente e exigiu maior segurança face à escalada de violência por parte dos grupos armados e à inação do governo. O Ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, numa reunião do Conselho de Segurança, anunciou uma recompensa de 5 mil milhões de pesos pela captura dos responsáveis pelo ataque, bem como uma maior vigilância, destacamento de tropas e sistemas antidrone para combater as ações violentas do grupo insurgente. O Presidente Gustavo Petro condenou o ataque atribuído à estrutura de Jaime Martínez dos dissidentes das FARC-EP, comandada pelo vulgo Iván Mordisco, a quem denunciará perante o Tribunal Penal Internacional e cuja organização criminosa trabalhará para desmantelar.
Referências
